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http://hdl.handle.net/11690/4589| Autor(es): | Souza, Caroline Guterres de |
| Título: | Cidades que sentem: um modelo teórico-metodológico de avaliação urbana integrando indicadores técnicos, memória coletiva e identidade cultural. |
| Palavras-chave: | Memória social;sustentabilidade urbana;identidade cultural;gestão cultural |
| Data do documento: | 2026 |
| Editor: | Universidade La Salle |
| Citação: | SOUZA, Caroline Guterres de. Cidades que sentem: um modelo teórico-metodológico de avaliação urbana integrando indicadores técnicos, memória coletiva e identidade cultural. 2026. 354 f. Tese (doutorado em Memória Social e Bens Culturais) – Universidade La Salle, Canoas, 2026. Disponível em: http://hdl.handle.net/11690/4589. Acesso em: 13 ago. 2026. |
| Resumo: | Integrada à linha de pesquisa Memória, Cultura e Gestão, esta tese parte do pressuposto de que a sustentabilidade urbana contemporânea, consolidada na Agenda 2030 e na Nova Agenda Urbana, precisa transcender visões tecnocráticas que negligenciam as dimensões imateriais da vida citadina, sobretudo diante da lacuna teórica e empírica no monitoramento da dimensão cultural no Brasil. Diante da persistente inviabilidade analítica de indicadores intangíveis, este trabalho investiga de que maneira a memória, enquanto categoria analítica estruturante, pode reconfigurar os modelos de avaliação urbana. O objetivo central é desenvolver um modelo teórico-metodológico que reconfigure os processos de avaliação de sustentabilidade urbana, incorporando de forma estruturante a memória coletiva e a identidade dos cidadãos por meio de suas dimensões simbólicas, culturais e afetivas. A fundamentação metodológica ancora-se na Design Science Research (DSR), selecionada por sua natureza prescritiva voltada à criação de artefatos funcionais aplicados e validados no município de Canoas, no Rio Grande do Sul. Os resultados obtidos revelaram uma profunda dissonância entre o robusto crescimento econômico do município e a experiência vivida pela população, evidenciada por uma média geral de percepção de apenas 2,37. Os dados quantitativos demonstraram que o planejamento municipal é percebido como excessivamente tecnocrático, com o indicador de "Inclusão da Experiência Cotidiana nas Decisões" registrando a menor pontuação (2,02), confirmando o distanciamento entre a gestão técnica e a alma urbana. Como contribuição final, a tese apresenta o refinamento do artefato em sua segunda versão, propondo indicadores técnicos inéditos como o Índice de Acessibilidade a Serviços Públicos Culturais (IASC) e o Grau de Efetividade da Governança Cultural (GEC), capazes de operacionalizar o "sentir" e o "medir" de forma sinérgica. Conclui-se que a inteligência urbana reside na capacidade da cidade em dialogar com a alma humana que habita entre seus edifícios, oferecendo aos gestores públicos uma regra tecnológica e uma bússola ética para a reconstrução de vínculos afetivos e sociais no planejamento de cidades mais resilientes e humanas. |
| Orientador(es): | Bortolaso, Ingridi Vargas |
| Aparece nas coleções: | Tese (PPGMSBC) |
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