Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/11690/4590
Autor(es): Machado, Bárbara Ghidini
Título: Cultura organizacional em uma cafeteria de Porto Alegre (RS): artefatos, valores e pressupostos no cotidiano de trabalho
Palavras-chave: cultura organizacional;artefatos;valores;pressupostos;pessoas
Data do documento: 2026
Editor: Universidade La Salle
Citação: MACHADO, Bárbara Ghidini. Cultura organizacional em uma cafeteria de Porto Alegre (RS): artefatos, valores e pressupostos no cotidiano de trabalho. 2026. 29 f. Trabalho de Conclusão (graduação em Administração) – Universidade La Salle, Canoas, 2026. Disponível em: http://hdl.handle.net/11690/4590. Acesso em: 12 ago. 2026.
Resumo: Este trabalho tem como tema a cultura organizacional, compreendida a partir do modelo teórico de Schein (2009), que estrutura em três níveis: artefatos, valores compartilhados e pressupostos básicos. O estudo busca responder à seguinte questão: como se configuram as dinâmicas da cultura organizacional em uma unidade de uma cafeteria da cidade de Porto Alegre? O objetivo geral consiste em analisar essas dinâmicas, identificando as especificidades administrativas da empresa, os comportamentos e pressupostos que compõem sua cultura, os artefatos e valores compartilhados presentes no cotidiano organizacional, além da percepção externa de clientes sobre a marca. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza descritiva e interpretativa, com inspiração etnográfica. Os dados foram produzidos por meio de entrevistas semiestruturadas com oito colaboradores, entre funcionários, gestores e o fundador da empresa, complementadas por observações sistemáticas do cotidiano organizacional registradas em diário de campo. Os resultados evidenciam uma cultura organizacional coerente entre seus três níveis: artefatos como a ambientação acolhedora, o uniforme simbólico e os elementos religiosos comunicam valores como cuidado, diversidade e transparência, que por sua vez se sustentam em pressupostos profundamente naturalizados pelos membros da equipe, como a inseparabilidade entre trabalho e afeto e a liderança exercida pelo exemplo e pela presença. O estudo revela ainda que essa cultura não é estática, tendo enfrentado tensões durante um período de expansão acelerada que dissociou temporariamente os valores declarados das práticas efetivas, situação posteriormente revertida por meio de uma reestruturação consciente voltada à proximidade e ao propósito original da marca. Conclui-se que é possível conciliar uma cultura organizacional fundamentada no afeto com a viabilidade do negócio, contribuindo para os estudos sobre cultura organizacional em pequenas e médias empresas brasileiras.
Orientador(es): Prestes, Vanessa Amaral
Aparece nas coleções:Trabalho de Conclusão de Graduação (Administração)

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