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    <title>DSpace Coleção:</title>
    <link>http://hdl.handle.net/11690/377</link>
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    <dc:date>2026-04-04T08:58:59Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/11690/2577">
    <title>Memória organizacional na Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da UFRGS</title>
    <link>http://hdl.handle.net/11690/2577</link>
    <description>Título: Memória organizacional na Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da UFRGS
Autor(es): Borges, Maria de Lourdes; Lemos, Jose Francisco Ribeiro de
Resumo: O objetivo deste relatório técnico é o de oportunizar visibilidade à memória&#xD;
organizacional da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP) da&#xD;
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) por meio da produção de&#xD;
dois produtos técnicos. O relatório técnico é dividido em quatro partes, contendo&#xD;
na primeira uma introdução, na segunda uma descrição dos dois produtos&#xD;
técnicos produzidos. Os produtos técnicos produzidos são: um documentário&#xD;
intitulado ‘Memória Organizacional na Incubadora Tecnológica de Cooperativas&#xD;
Populares da UFRGS’ com duração de 20 minutos o qual apresenta os principais&#xD;
momentos da trajetória da Incubadora contada por militantes da economia&#xD;
solidária que participam diretamente do projeto e uma cartilha ilustrada intitulada&#xD;
‘Economia Solidária... Memórias de Conquistas de Espaços mais Justos’ com o&#xD;
objetivo de representar de maneira simples e didática e espelhar uma situação&#xD;
de um projeto incubado com as principais etapas, demonstrando a importância&#xD;
da memória organizacional. A terceira parte apresenta tabelas de sistematização&#xD;
das reuniões da ITCP/UFRGS (2006-2010), a qual apresenta informações dos&#xD;
documentos da ITCP/UFRGS que foram sistematizados no decorrer do&#xD;
mestrado. A quarta parte contém dois artigos que analisam aspectos da memória&#xD;
organizacional na ITCP/UFRGS e no Contraponto (projeto incubado).&#xD;
Finalmente as considerações finais são apresentadas.
Título: Memória organizacional na Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da UFRGS
Autor(es): Borges, Maria de Lourdes; Lemos, Jose Francisco Ribeiro de
Resumo: O objetivo deste relatório técnico é o de oportunizar visibilidade à memória&#xD;
organizacional da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP) da&#xD;
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) por meio da produção de&#xD;
dois produtos técnicos. O relatório técnico é dividido em quatro partes, contendo&#xD;
na primeira uma introdução, na segunda uma descrição dos dois produtos&#xD;
técnicos produzidos. Os produtos técnicos produzidos são: um documentário&#xD;
intitulado ‘Memória Organizacional na Incubadora Tecnológica de Cooperativas&#xD;
Populares da UFRGS’ com duração de 20 minutos o qual apresenta os principais&#xD;
momentos da trajetória da Incubadora contada por militantes da economia&#xD;
solidária que participam diretamente do projeto e uma cartilha ilustrada intitulada&#xD;
‘Economia Solidária... Memórias de Conquistas de Espaços mais Justos’ com o&#xD;
objetivo de representar de maneira simples e didática e espelhar uma situação&#xD;
de um projeto incubado com as principais etapas, demonstrando a importância&#xD;
da memória organizacional. A terceira parte apresenta tabelas de sistematização&#xD;
das reuniões da ITCP/UFRGS (2006-2010), a qual apresenta informações dos&#xD;
documentos da ITCP/UFRGS que foram sistematizados no decorrer do&#xD;
mestrado. A quarta parte contém dois artigos que analisam aspectos da memória&#xD;
organizacional na ITCP/UFRGS e no Contraponto (projeto incubado).&#xD;
Finalmente as considerações finais são apresentadas.</description>
    <dc:date>2019-01-01T00:00:00Z</dc:date>
  </item>
  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/11690/2387">
    <title>Memória organizacional na associação cultural Vila Flores</title>
    <link>http://hdl.handle.net/11690/2387</link>
    <description>Título: Memória organizacional na associação cultural Vila Flores
Autor(es): Borges, Maria de Lourdes; Goldmeier, Gabriela
Resumo: O presente artigo tem por contexto empírico o espaço cultural colaborativo na Associação Cultural Vila&#xD;
Flores (ACVF). A ACVF localiza-se em um antigo conjunto de edificações localizado no 4º. Distrito de Porto&#xD;
Alegre, projetado pelo engenheiro-arquiteto Joseph Lutzenberger. Até 2009 o lugar não era gerenciado, então&#xD;
a família Chaves Barcelos decidiu assumir o local e realizar uma revitalização com o objetivo de torná-lo um&#xD;
local de colaborativismo e compartilhamento. Atualmente a ACVF oferece espaço para diversas atividades&#xD;
culturais, sendo um local para empreendedores criativos, sociais e artistas. O objetivo do artigo é o de&#xD;
compreender como a comunidade criativa Associação Cultural Vila Flores, de Porto Alegre, constrói sua&#xD;
memória organizacional. A memória organizacional é uma metáfora voltada para o entendimento de como a&#xD;
informação e o conhecimento ficam retidos na organização por meio dos seus processos e pessoas e, com o&#xD;
passar do tempo as informações vão sendo adquiridas, armazenadas e recuperadas de maneira, ritmo e&#xD;
níveis distintos pelos membros da própria organização (WALSH; UNGSON, 1991). A metodologia utilizada é&#xD;
qualitativa, por meio de um estudo de caso na ACVF. Yin (2001) aponta que o estudo de caso é adequado&#xD;
para investigação de pesquisas em que a pergunta de pesquisa inicie com a inquietação 'como' ou 'por que'. A&#xD;
pesquisa está em fase de projeto e por isso planeja-se realizar oito entrevistas semi-estruturadas, fazer&#xD;
observações não participantes e analisar documentos. A entrevista semiestruturada é uma modalidade que&#xD;
apresenta perguntas abertas e fechadas, dando mais liberdade ao entrevistado para responder sobre o tema&#xD;
sem se prender às questões elaboradas. (MINAYO, 2009). Pretende-se entrevistar duas sócias-gerentes, uma&#xD;
gestora cultural, um profissional do setor administrativo, dois artesãos e duas pessoas usuárias da instituição.&#xD;
As entrevistas serão transcritas. Os dados serão analisados segundo a análise de conteúdo (BARDIN, 2011).&#xD;
Como o projeto está em fase inicial ainda não há resultados preliminares.
Título: Memória organizacional na associação cultural Vila Flores
Autor(es): Borges, Maria de Lourdes; Goldmeier, Gabriela
Resumo: O presente artigo tem por contexto empírico o espaço cultural colaborativo na Associação Cultural Vila&#xD;
Flores (ACVF). A ACVF localiza-se em um antigo conjunto de edificações localizado no 4º. Distrito de Porto&#xD;
Alegre, projetado pelo engenheiro-arquiteto Joseph Lutzenberger. Até 2009 o lugar não era gerenciado, então&#xD;
a família Chaves Barcelos decidiu assumir o local e realizar uma revitalização com o objetivo de torná-lo um&#xD;
local de colaborativismo e compartilhamento. Atualmente a ACVF oferece espaço para diversas atividades&#xD;
culturais, sendo um local para empreendedores criativos, sociais e artistas. O objetivo do artigo é o de&#xD;
compreender como a comunidade criativa Associação Cultural Vila Flores, de Porto Alegre, constrói sua&#xD;
memória organizacional. A memória organizacional é uma metáfora voltada para o entendimento de como a&#xD;
informação e o conhecimento ficam retidos na organização por meio dos seus processos e pessoas e, com o&#xD;
passar do tempo as informações vão sendo adquiridas, armazenadas e recuperadas de maneira, ritmo e&#xD;
níveis distintos pelos membros da própria organização (WALSH; UNGSON, 1991). A metodologia utilizada é&#xD;
qualitativa, por meio de um estudo de caso na ACVF. Yin (2001) aponta que o estudo de caso é adequado&#xD;
para investigação de pesquisas em que a pergunta de pesquisa inicie com a inquietação 'como' ou 'por que'. A&#xD;
pesquisa está em fase de projeto e por isso planeja-se realizar oito entrevistas semi-estruturadas, fazer&#xD;
observações não participantes e analisar documentos. A entrevista semiestruturada é uma modalidade que&#xD;
apresenta perguntas abertas e fechadas, dando mais liberdade ao entrevistado para responder sobre o tema&#xD;
sem se prender às questões elaboradas. (MINAYO, 2009). Pretende-se entrevistar duas sócias-gerentes, uma&#xD;
gestora cultural, um profissional do setor administrativo, dois artesãos e duas pessoas usuárias da instituição.&#xD;
As entrevistas serão transcritas. Os dados serão analisados segundo a análise de conteúdo (BARDIN, 2011).&#xD;
Como o projeto está em fase inicial ainda não há resultados preliminares.</description>
    <dc:date>2020-01-01T00:00:00Z</dc:date>
  </item>
  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/11690/2386">
    <title>Práticas de uma associação cultural no contexto da pandemia</title>
    <link>http://hdl.handle.net/11690/2386</link>
    <description>Título: Práticas de uma associação cultural no contexto da pandemia
Autor(es): Borges, Maria de Lourdes; Goldmeier, Gabriela
Resumo: Em junho deste ano, um grupo formado por pesquisadores, sociedade civil, instituições e a Organização&#xD;
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, 2020) lançou uma pesquisa para avaliar os impactos da COVID-19 nas cadeias de produção e distribuição dos setores culturais e criativos. De acordo com a pesquisa, os setores culturais e criativos movimentam cerca de R$ 171,5 bilhões por ano, o equivalente a 2,61% de toda a riqueza nacional, empregando 837,2 mil profi ssionais (AGÊNCIABRASIL, 2020).&#xD;
No Brasil, o setor de economia criativa corresponde a 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB) e é responsável&#xD;
por 4,9 milhões de postos de trabalho (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2020). Ainda, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2020), o setor criativo emprega aproximadamente 1,9 milhões de pessoas (1,6% dos ocupados), sendo que destes, cerca de 44% atua de maneira autônoma. Portanto, o segmento da cultura abriga muitos profissionais liberais, os quais tiveram perda ou redução de renda com a situação da pandemia, tendo sido bastante afetados com o adiamento ou cancelamento das suas atividades culturais. Torna-se importante a análise e o estudo da situação neste campo da cultura e da área criativa, porque embasam a criação de políticas públicas relacionadas e informam estratégias de recuperação. Neste contexto, foi promulgada a Lei nº 14.017/2020, ou Lei Aldyr Blanc, dispondo “sobre ações emergenciais destinadas ao setor cultural, a serem adotadas durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020”.&#xD;
Como o setor cultural é marcado pela informalidade, carece de muitas informações e pesquisas sobre&#xD;
suas atividades. Isto significa uma dificuldade adicional para delinear novas estratégias de ação e superação deste momento tão crítico.&#xD;
O objetivo deste artigo é o de apresentar práticas de uma associação cultural no contexto da pandemia. Para&#xD;
isso foi realizado um estudo de caso na Associação Cultural Vila Flores de Porto Alegre, o qual é apresentado a seguir.
Título: Práticas de uma associação cultural no contexto da pandemia
Autor(es): Borges, Maria de Lourdes; Goldmeier, Gabriela
Resumo: Em junho deste ano, um grupo formado por pesquisadores, sociedade civil, instituições e a Organização&#xD;
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, 2020) lançou uma pesquisa para avaliar os impactos da COVID-19 nas cadeias de produção e distribuição dos setores culturais e criativos. De acordo com a pesquisa, os setores culturais e criativos movimentam cerca de R$ 171,5 bilhões por ano, o equivalente a 2,61% de toda a riqueza nacional, empregando 837,2 mil profi ssionais (AGÊNCIABRASIL, 2020).&#xD;
No Brasil, o setor de economia criativa corresponde a 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB) e é responsável&#xD;
por 4,9 milhões de postos de trabalho (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2020). Ainda, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2020), o setor criativo emprega aproximadamente 1,9 milhões de pessoas (1,6% dos ocupados), sendo que destes, cerca de 44% atua de maneira autônoma. Portanto, o segmento da cultura abriga muitos profissionais liberais, os quais tiveram perda ou redução de renda com a situação da pandemia, tendo sido bastante afetados com o adiamento ou cancelamento das suas atividades culturais. Torna-se importante a análise e o estudo da situação neste campo da cultura e da área criativa, porque embasam a criação de políticas públicas relacionadas e informam estratégias de recuperação. Neste contexto, foi promulgada a Lei nº 14.017/2020, ou Lei Aldyr Blanc, dispondo “sobre ações emergenciais destinadas ao setor cultural, a serem adotadas durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020”.&#xD;
Como o setor cultural é marcado pela informalidade, carece de muitas informações e pesquisas sobre&#xD;
suas atividades. Isto significa uma dificuldade adicional para delinear novas estratégias de ação e superação deste momento tão crítico.&#xD;
O objetivo deste artigo é o de apresentar práticas de uma associação cultural no contexto da pandemia. Para&#xD;
isso foi realizado um estudo de caso na Associação Cultural Vila Flores de Porto Alegre, o qual é apresentado a seguir.</description>
    <dc:date>2020-01-01T00:00:00Z</dc:date>
  </item>
  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/11690/2385">
    <title>Entrevistas qualitativas nos campo da memória social: da concepção ao documento</title>
    <link>http://hdl.handle.net/11690/2385</link>
    <description>Título: Entrevistas qualitativas nos campo da memória social: da concepção ao documento
Autor(es): Borges, Maria de Lourdes; Gutierrez, Ana Lerida Pacheco; Isaia, Artur César
Resumo: Estudar, em condições reais, trajetórias de vida e seus significados; traduzir perspectivas e opiniões de&#xD;
participantes de um dado estudo; considerar seus contextos de vida; revelar conceitos, existentes ou emergentes, que possam oferecer explicações sobre comportamentos sociais; recorrer a múltiplas fontes de dados que forneçam evidências. Essas são as características da pesquisa qualitativa apontadas por Yin (2016). Segundo este autor, quando um(a) pesquisador(a) vai a campo para coletar dados, as entrevistas tornam-se o principal instrumento na condução de sua pesquisa qualitativa (YIN, 2016), pois tal ponto de vista também recorta e seleciona a realidade a ser investigada.&#xD;
Por sua vez, Ramos (2015) apresenta o surgimento de um novo paradigma diante das especificidades de&#xD;
investigações nas áreas artísticas e criativas como produção de conhecimento. Em tais pesquisas, participativas, colaborativas e guiadas pela prática, o praticante reflete em concomitância com a ação, produz novos métodos e expressa os resultados por meio de linguagem simbólica. Embora tendo essa característica performativa, Ramos (2015) defende o compromisso com uma narrativa reflexiva sobre o processo criativo e o conhecimento alcançado, a partir do seu registro para disseminação amplificada por meios digitais a outros pesquisadores.&#xD;
Para Gerhardt (2009, p. 105), na metodologia qualitativa, a informação coletada a partir de um caso específico representa uma forma singular de um fenômeno mais amplo: “Os casos concretos tomados em sua singularidade não são considerados como representativos, mas exemplares”, já que a representatividade possui um sentido quantitativo. Os casos são exemplares porque indivíduos em seus contextos podem ilustrar fenômenos encontrados, ou desconhecidos, em lugares e grupos distintos.&#xD;
Embora não de modo exclusivo ou obrigatório, a entrevista qualitativa é a técnica mais frequente e&#xD;
amplamente utilizada para coleta de dados em campo (POUPART, 2014; BATISTA; MATOS; NASCIMENTO,&#xD;
2017). As discussões sobre a mesma focalizam quase exclusivamente seu planejamento e execução, enquanto método e/ou técnica de coleta de dados, ocorrendo raras menções sobre seu caráter documental em manuais e estudos sobre metodologia de pesquisa. Sob o ponto de vista da memória social, a entrevista também é um importante meio de acesso à perspectivas sobre o passado em investigações qualitativas. Memória que é individual, mas imersa em, e impregnada por, experiências coletivas, sociais, culturais (HALBWACHS, 2006).&#xD;
Considerando especialmente o campo de estudos sobre memória social e institucional, neste artigo pretendese tecer algumas considerações sobre a entrevista e suas etapas, especialmente sua transformação em documento. Em termos metodológicos, consiste em uma pesquisa bibliográfi ca. Os autores citados debruçaram-se em maior ou menor profundidade sobre o estudo da entrevista, de modo que buscou-se destacar neste texto os aspectos mais relevantes, descritos nas seções seguintes a partir de uma aproximação conceitual sobre a entrevista, sua constituição em evento comunicativo e como a mesma se transforma em documento, concluindo ao encaminhar as considerações finais.
Título: Entrevistas qualitativas nos campo da memória social: da concepção ao documento
Autor(es): Borges, Maria de Lourdes; Gutierrez, Ana Lerida Pacheco; Isaia, Artur César
Resumo: Estudar, em condições reais, trajetórias de vida e seus significados; traduzir perspectivas e opiniões de&#xD;
participantes de um dado estudo; considerar seus contextos de vida; revelar conceitos, existentes ou emergentes, que possam oferecer explicações sobre comportamentos sociais; recorrer a múltiplas fontes de dados que forneçam evidências. Essas são as características da pesquisa qualitativa apontadas por Yin (2016). Segundo este autor, quando um(a) pesquisador(a) vai a campo para coletar dados, as entrevistas tornam-se o principal instrumento na condução de sua pesquisa qualitativa (YIN, 2016), pois tal ponto de vista também recorta e seleciona a realidade a ser investigada.&#xD;
Por sua vez, Ramos (2015) apresenta o surgimento de um novo paradigma diante das especificidades de&#xD;
investigações nas áreas artísticas e criativas como produção de conhecimento. Em tais pesquisas, participativas, colaborativas e guiadas pela prática, o praticante reflete em concomitância com a ação, produz novos métodos e expressa os resultados por meio de linguagem simbólica. Embora tendo essa característica performativa, Ramos (2015) defende o compromisso com uma narrativa reflexiva sobre o processo criativo e o conhecimento alcançado, a partir do seu registro para disseminação amplificada por meios digitais a outros pesquisadores.&#xD;
Para Gerhardt (2009, p. 105), na metodologia qualitativa, a informação coletada a partir de um caso específico representa uma forma singular de um fenômeno mais amplo: “Os casos concretos tomados em sua singularidade não são considerados como representativos, mas exemplares”, já que a representatividade possui um sentido quantitativo. Os casos são exemplares porque indivíduos em seus contextos podem ilustrar fenômenos encontrados, ou desconhecidos, em lugares e grupos distintos.&#xD;
Embora não de modo exclusivo ou obrigatório, a entrevista qualitativa é a técnica mais frequente e&#xD;
amplamente utilizada para coleta de dados em campo (POUPART, 2014; BATISTA; MATOS; NASCIMENTO,&#xD;
2017). As discussões sobre a mesma focalizam quase exclusivamente seu planejamento e execução, enquanto método e/ou técnica de coleta de dados, ocorrendo raras menções sobre seu caráter documental em manuais e estudos sobre metodologia de pesquisa. Sob o ponto de vista da memória social, a entrevista também é um importante meio de acesso à perspectivas sobre o passado em investigações qualitativas. Memória que é individual, mas imersa em, e impregnada por, experiências coletivas, sociais, culturais (HALBWACHS, 2006).&#xD;
Considerando especialmente o campo de estudos sobre memória social e institucional, neste artigo pretendese tecer algumas considerações sobre a entrevista e suas etapas, especialmente sua transformação em documento. Em termos metodológicos, consiste em uma pesquisa bibliográfi ca. Os autores citados debruçaram-se em maior ou menor profundidade sobre o estudo da entrevista, de modo que buscou-se destacar neste texto os aspectos mais relevantes, descritos nas seções seguintes a partir de uma aproximação conceitual sobre a entrevista, sua constituição em evento comunicativo e como a mesma se transforma em documento, concluindo ao encaminhar as considerações finais.</description>
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